segunda-feira, 7 de maio de 2012

Assembleia geral define calendário de mobilização pelo piso e em defesa das carreiras


Educadores da rede estadual de ensino aprovaram na tarde desta sexta-feira (04), em assembleia geral realizada no Gigantinho, em Porto Alegre, um calendário de mobilização em defesa da implementação imediata da lei do piso, das carreiras e contra a reforma da previdência estadual.
A mobilização prevê a realização de manifestações simultâneas no próximo dia 10 em todas as regiões do estado contra o acordo firmado entre o governo Tarso e o Ministério Público. Os protestos serão realizados em frente às sedes regionais do MP.
Os educadores também decidiram paralisar as atividades e realizar manifestações unificadas com outras categorias de servidores no próximo dia 14. Nesta data, o governo Tarso completa 500 dias à margem da lei. As manifestações terão como eixo os 500 dias de um governo fora da lei.
A categoria se somará às demais categorias do funcionalismo numa campanha contra os ataques do governo do Estado à previdência. A categoria decidiu paralisar as atividades nos dias em que o projeto estiver sendo apreciado pela Assembleia Legislativa.

No campo jurídico, o CPERS/Sindicato irá colocar a sua assessoria jurídica à disposição dos associados que queiram ingressar com ações cobrando o piso nacional. O sindicato também ingressará com uma ação coletiva exigindo o cumprimento de 1/3 de hora-atividade.
A última semana de maio deverá ser marcada pela redução de períodos em todas as escolas da rede estadual e realização de atividades de rua com a participação de toda a comunidade escolar – professores, funcionários de escola, pais e alunos.
João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato

quinta-feira, 3 de maio de 2012

FUNCIONÁRI​OS DE ESCOLA E O PISO SALARIAL

A inclusão dos Funcionários de Escola na lei do PISO depende de luta nacional pela CNTE e por todos nós, pois é lá que se define. Aqui o CPERS tem defendido que, sempre que o Professor tiver reajuste, o Funcionário tenha. Neste momento o Plano de Carreira do magistério está sendo frontalmente atacado e isso precisa ficar claro para toda população do Rio Grande.
Nosso espaço na mídia é bem restrito e nem sempre tudo que nós falamos é publicado. Quando se fala e se cobra as promessas de campanha, a questão dos funcionários de escola fora do PISO está incluído, pois Tarso disse que isto só dependia de vontade política para acontecer. Estamos fazendo um esforço para representar toda a categoria de trabalhadores em educação.

ATO PÚBLICO

O GOVERNO TENTA DIVIDIR A CATEGORIA PARA NOS ENFRAQUECER, MAS VAMOS À LUTA!!!

- 6ª feira (04/5/2012)   9h – Concentração em  frente ao CPERS e caminhada até o Palácio.
  14h – Assembleia Geral (Gigantinho)                                                          
- Domingo (06/5/2012)  9h – Marcha pela Educação, concentração em frente ao Monumento    ao Expedicionário (Redenção).                 

Diretoria do 39ºNúcleo CPERS

quarta-feira, 2 de maio de 2012

ATO PÚBLICO

O GOVERNO TENTA DIVIDIR A CATEGORIA PARA NOS ENFRAQUECER, MAS VAMOS À LUTA!!!

- 6ª feira (04/5/2012)
  9h – Concentração em  frente ao CPERS e caminhada até o Palácio.
  14h – Assembleia Geral (Gigantinho)    
                                                      
- Domingo (06/5/2012)
  9h – Marcha pela Educação, concentração em frente ao Monumento    ao Expedicionário (Redenção).                  

Diretoria do 39ºNúcleo CPERS

Jornal Correio do Povo > Juremir Machado da Silva

ANO 117 Nº 215 - PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 2 DE MAIO DE 2012

Piso e abonos

<br /><b>Crédito: </b> ARTE DE VANDERLEI DUTRA

Crédito: ARTE DE VANDERLEI DUTRA

Crédito: ARTE DE VANDERLEI DUTRA
Em se tratando de pagamento do piso do magistério, faço parte dos que só querem entender a diferença entre o proposto pela equipe de Yeda Crusius e o defendido pelo time de Tarso Genro. Yeda entrou na Justiça. Tarso também. Yeda não queria pagar o piso como básico. Tarso também não quer. Salvo se mudar o índice de reajuste. Yeda propôs um abono que fixaria o menor valor recebido por um professor em R$ 1.500,00. Tarso, seguindo o atual valor do piso, propõe um abono que eleva o menor salário percebido a R$ 1.451,00. O abono de Yeda incidia sobre a totalidade dos ganhos, o de Tarso sobre o básico. Yeda não queria negociar com o Cpers. Tarso está negociando com o Ministério Público. Yeda recusava o índice de reajuste do piso pelo custo-aluno Fundeb. Tarso também. Yeda queria mexer no plano de carreira. Tarso, na prática, está fazendo isso, sem precisar da Assembleia Legislativa. Se a sua proposta passar, os professores de nível 1, com ensino médio, receberão o mesmo que os de nível 5, com ensino superior. É o chamado achatamento.

Onde estão as diferenças? Os defensores do atual governo sustentam que Tarso quer pagar o piso, mas, nos moldes da lei federal, não tem recursos para isso, enquanto Yeda simplesmente era contra e não queria pagar por considerá-lo inconstitucional. Os críticos do governo reagem dizendo que tudo aquilo que foi detonado quando proposto por Yeda agora é legitimado ao ser anunciado por Tarso. A grande diferença entre os dois governos estaria na "judicialização" ou não do problema. Yeda foi ao STF. Ao assumir, Tarso quis tirar o Rio Grande do Sul da ação que tramitava em Brasília. Mais tarde, foi à Justiça por conta própria. Surge uma nova diferença: Yeda teria pretendido uma alteração definitiva do plano de carreira e um achatamento salarial permanente. Tarso estaria propondo algo provisório, à espera da Justiça. O Cpers rejeitou os avanços de Yeda. Faz o mesmo com Tarso. Não pode mais ser acusado de partidarismo ou de petismo.

Como fica o observador externo? Tenta compreender. Há aumento salarial com Tarso. Até o final do mandato seriam 40%. Mesmo assim, abaixo da lei. Os yedistas rotulavam o Cpers de radical. Quem faz isso hoje é o PT. A oposição atual, situação de ontem, passou a defender o pagamento integral do mesmo piso que considerava inviável. A situação atual, oposição de ontem, passou a considerar inviável o pagamento integral do mesmo piso que defendia ontem. Se o abono de Tarso emplacar, o PT dirá que está pagando o piso (ninguém recebendo abaixo dele). Vai contrariar o STF, para quem o piso é o básico sobre o qual incidem as vantagens, e confundir cabeças. Dirá: que importa, se os professores recebem mais? Era o que dizia Yeda em favor do abono trucidado pelo petismo.

Outra diferença: Yeda não queria pagar o piso, que não era ideia dela. Tarso deveria pagá-lo por ser o pai da criança. O peixe morre pela boca. O PT paga por prometer o que não sabia se poderia cumprir, talvez imaginando que o STF declararia o piso inconstitucional ou que o índice, muito alto, seria mudado. Os yedistas me detestavam por causa do piso. Os tarsistas começam a torcer o nariz para mim. Meu destino é ser odiado.

Juremir Machado da Silva | juremir@correiodopovo.com.br